Por Josivaldo Rodrigues
Dizem que a cultura é a maior riqueza que um povo pode ter. Eu ouso acrescentar que os divulgadores da cultura, principalmente a brasileira, são os nossos grandes tesouros.
A quinta edição do Brazil Film Festival e Televisão, o BRAFFTV, é um perfeito exemplo para uma analogia referencial a esses divulgadores. No entanto, dá pena ver um festival tão bem feito pela Barbara La Fuente e sua equipe, com tanto bom gosto e dedicação, não ter caído ainda no gosto dos brasileiros que residem em uma das cidades mais culturais do mundo, Toronto.
A seleção dos filmes para 2011 foi feita com muito carinho e cuidado quanto à qualidade e os organizadores acertaram no critério de escolha, pois todos, absolutamente todos os filmes são ótimos.
Estive hoje, Sábado 1 de Outubro, na Seção Brazuca para ver o documentário “Road to Dago” do meu amigo Fillipe Leite e fiquei maravilhado com o trabalho desse jovem jornalista recém formado pela Ryerson University de Toronto. Uma verdadeira obra de arte que arrancou aplausos dos pouquíssimos presentes à seção. No final, o jovem jornalista-cineasta gentilmente se prontificou a responder as perguntas vindas da pequena, mas atenta, platéia que o elogiou muito. Parabéns, Fillipe Leite!
No inicio deste texto eu falei que o festival ainda não caiu no gosto popular. Eu prefiro, agora, dizer que o festival ainda não se tornou popular entre os brasileiros daqui de Toronto. A seção de hoje, dia 1 de Outubro, esteve aquém do esperado, mas por culpa dos organizadores. Por outro lado, se fosse uma roda de pagode, nada contra o pagode, o público certamente seria maior.
Acredito veementemente que falta mais divulgação do festival e para isso, os brasileiros da Comunidade de Toronto precisam ler mais os jornais comunitários para se interarem dos acontecimentos culturais brasileiros que acontecem na cidade.
Muito se fala em união na Comunidade Brasileira de Toronto. Mas com certeza, essa tão sonhada união só virá quando a nossa cultura passar a ser artigo de primeira necessidade no cardápio nosso de cada dia, como um processo natural de integração. Infelizmente, e por enquanto, a comunidade daqui está faminta.

















